Já é ano novo na Nova Zelândia.
São 13:30.
Meu amor, neste momento faço planos.
É a primeira vez que eu irei me arriscar de verdade, vou jogar tudo pro alto e viver em busca dos meus sonhos!
Sonhos aqueles, que em 2007 foram necessários para que eu me sentisse completa.
Encerra-se 2008 com a sensação de que o amor esta em alta. DÍvidas quase liquidadas, saúde ok.
Tenho a sensação de tranquilidade.
Diogo Mainardi é um escritor, produtor, roteirista de cinema e colunista que escreve para a revista Veja ( leia-se Veja o que os ricos empresários deste país querem que vc saiba ). viveu mais de catorze anos em Veneza, onde se casou com uma italiana, com quem hoje tem dois filhos. O primeiro, devido a problemas no parto ( e ironia do destino ), sofre de paralisia cerebral, o que o obrigou a voltar a morar no Brasil, especificamente na cidade de Rio de Janeiro.
Mainardi vem de uma família que possue $$$$$.
Sua coluna na revista Veja é um sucesso ( entre os ricos "intelectuais" que acreditam que o colunista conhece o nosso país ), pois critica a sociedade brasileira, a política, o PT é principalmente o presidente Lula.
Mainardi tem quase tudo para ser um crítico respeitado da esquerda neo-liberal que se formou no país, exceto pelo simples detalhe, ele sempre recorre a história do Brasil, a ridicularizando e omitindo fatos importantissimos para compreensão dos dias atuais. Os dados apresentados em seus artigos soam mais com sensacionalistas e sem base sólida.
Um bom exemplo é o que ele comentou no artigo http://veja.abril.com.br/171104/mainardi.html, onde ele cita "O melhor para o Brasil seria o brasileiro desistir de ser brasileiro", pois quem inventou a figura do brasileiro foi a ditadura getulista.
Porém, sabemos que foi no governo getulista que o Brasil começou a se industrializar, a exportar outros produtos além do café, foi criado a Petrobrás e as principais siderlúgicas do país. Foi na ditadura getulista que as leis trabalhistas foram criadas, que o trabalhador passou a ter seus direitos decretados e defindido na constituição.
Agora usar como justificativa os artistas, poetas e escritores culturais da decáda de 30 para criticar o povo brasileiro é passar dos limites.
Sabemos que na década de 30, foi uma das décadas mais sangrentas de toda história. Hitler assume o cargo de chanceler na Alemanha e inicia o genocídio, os Estados Unidos sofre com as consequências da quebra da bolsa em 29, Mussolini impõem o fanatismo na Itália, Stálin na antiga União Soviética. Iniciava-se a Segunda Guerra Mundial. O mundo estava em caos.
Todos os artistas mencinados tiveram em suas obras suas revoltas referentes ao mundo, ao que estava ocorrendo com as pessoas do mundo.
Ai vem um burguesinho, metido a besta e publica algo que chega a me da vergonha!
Eu te odeio Diogo Mainardi!
O povo brasileiro tem que se orgulhar sim, e lutar por um país melhor e acreditar nele.Pois pela sua lógica, se todos nós tivessemos grana, poderiamos ir embora, deixar o Brasil a deus dará, e ligar um singelo Foda-se !
Mas estamos aqui, lutando, trabalhando, enfrentando trânsito nas grandes cidades, o sol em nossas cabeças no sertão.Sei que não vivemos em um país justo e democrático, mas nascemos e construimos nossas vidas nesta terra.
Vc não sabe o que é ser brasileiro.
Lendo A paixão segundo G.H .
A Clarice já surpreende na dedicatória:
"A todos esses que em mim atingiram zonas assustadoramente inesperadas, todos esses profetas do presente e que a mim me vaticinaram a mim mesmo a ponto de eu neste instante explodir em: eu. Esse eu que é vós pois não agüento ser apenas mim, preciso dos outros para me manter em pé [...]” (p.27)" .
Clarice, é sempre Clarice...
Um livro que me fez rir, chorar e refletir sobre o amor.
"Um cão não precisa de carros modernos, palacetes ou roupas de grife. Símbolos de status não significam nada pra ele. Um pedaço de madeira encontrado na praia serve. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas quem são por dentro. Um cão não se importa se você é rico ou pobre, educado ou analfabeto, inteligente ou burro. Se você lhe der seu coração, ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que é importante ou não."
O livro trata de um amor incondicional, que mesmo cheio de inconvenientes, dores de cabeça e gastos exuberantes, é um amor sincero, sem cobranças. Um amor que só o melhor amigo do homem pode lhe proporcionar.
Quem tem cachorro, sabe que, como Marley, cada um tem suas manias, suas trapalhadas, sua personalidade.
Uma das únicas certezas que tenho em relação ao futuro, é que sempre terei um cão ao meu lado, pois não existe amor mais sincero neste mundo. O amor entre o cão e seu dono.
Maori, eu te amo mais que tudo neste mundo!
Livros para ler em janeiro de 2008 .
- Marley e eu - Adimirável mundo novo - Ler pela segunda vez.
- A ilha
- Cem Anos de Solidão - Agora em espanhol
- Amor nos tempos do cólera - em espanhol
- A paixão segundo G.H- O universo numa casca de noz
- O Evangelho segundo Jesus Cristo
- Alice no país das maravilhas
- Alice através do espelho
Espero terminar estes ate o fim de janeiro.
Quero tbm publicar alguns comentários dos livros acima.
Merda aduba.
Vivo pensando merda.
É por isso que meu cabelo não pára de crescer.
Ás vezes dá vontade de fazer com que algumas épocas voltem, que algumas situações aconteçam de novo, com a maturidade e experiência de agora. algumas coisas davam tanta euforia, tanta felicidade, mas nunca uma tristeza intensa e maníaca. ¨
A ingenuidade me protegeu até da dor. mas se tudo fosse como era e eu fosse quem sou hoje, a euforia seria diminuida pela maturidade e pela habilidade de lidar com certas coisas que antes eu não conseguia. Então será que não foi a ingenuidade que fez com que as coisas tivessem essa aparencia fantástica? não foi a ingenuidade que nos fez sonhar ao invés de agir, e não eram esses sonhos, tão absolutamente satisfatórios e necessários para existir toda essa nostalgia? se fossemos quem somos nas situações que tinhamos, talvez tudo fosse horrívelmente sem graça.
Ás vezes pode ser que a maturidade tire a graça das coisas, às vezes ser criança deixa memórias boas demais. mas o que machuca, já que hoje sei sentir dor, é que sei que elas se foram, e nunca, mas nunca, voltarão, e que naquela época, faziamos parte de alguma coisa...
Me restou a curtição, a imunização racional. Tipo bom senso.
Não há mais nada a oferecer.
eu sempre sonhei com este momento.
Em meus sonhos, as falas estavam feitas, o vestuário já havia sido planejado, a estação do ano já estava definida.
Mas eu sempre o adiava, sempre! Sentia angústia.
O dia se antecipou, o vestuário planejado não poderia ser usado, a estação era outra.
É inverno.
Não sinto vontade de realizá-lo, não sou mais tão inocente assim....
O sonho perdeu a graça.
Já não faz diferença.